ARAXÁ, MG – Em meio às celebrações do Dia Internacional da Mulher, o cenário em Araxá revela um fortalecimento nas estruturas de amparo e defesa dos direitos femininos. Mais do que uma data festiva, o período marca a consolidação de uma rede que integra saúde, segurança e assistência social, buscando tirar as mulheres de ciclos de vulnerabilidade e violência.

O principal pilar desse suporte é o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). O espaço funciona como um porto seguro, oferecendo desde acolhimento psicológico até orientação jurídica para quem sofre abusos. Aliado a isso, a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD), da Polícia Militar, atua diretamente no monitoramento de medidas protetivas, garantindo que a lei não fique apenas no papel.

Para aquelas que precisam romper o ciclo de violência mas não têm para onde ir, a cidade oferece soluções práticas, como o auxílio-moradia e prioridade em programas de emprego, ferramentas essenciais para a conquista da independência financeira em relação ao agressor.

Na área da saúde, o destaque fica para a modernização. Além das campanhas tradicionais de prevenção ao câncer de mama e colo de útero, o município implementou o uso de novas tecnologias para diagnósticos precoces e ampliou o acesso a métodos contraceptivos modernos, como o Implanon.

Outro avanço importante no cotidiano das pacientes é a garantia legal da presença de acompanhante em consultas e procedimentos, trazendo mais segurança e dignidade ao atendimento médico.

Nos últimos anos, Araxá construiu uma base legal robusta. Entre as legislações recentes que já impactam a cidade, destacam-se:

  • Dignidade Menstrual: Fornecimento de absorventes para estudantes e pessoas vulneráveis.

  • Segurança em Eventos: O programa Noite Segura, que orienta bares e casas noturnas a auxiliarem mulheres em situação de risco.

  • Educação: O ensino de noções básicas da Lei Maria da Penha nas escolas municipais, focando na conscientização das novas gerações.

  • Monitoramento: A criação de cadastros municipais para condenados por crimes sexuais, através do projeto Sentinela.

Para Cristiane Pereira, subsecretária de Assistência Social e coordenadora da OPM, a data é um momento de medir o que já foi feito e o que ainda falta. “O enfrentamento da violência é uma responsabilidade de toda a sociedade. Quando fortalecemos essa rede integrada, criamos um ambiente mais seguro para que a mulher busque ajuda e reconstrua sua vida”, afirma.

Com a integração de diferentes frentes — das escolas às forças de segurança — Araxá busca transformar o 8 de março em um marco de proteção contínua, garantindo que os direitos conquistados se traduzam em segurança real no dia a dia das cidadãs.


Reportagem: WASHINGTON LIMA

Com informações da Assessoria de Comunicação/PMA