A ação ocorre por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde e o Ministério da Saúde, com foco nos bairros com maior incidência de casos
Em meio a um cenário epidemiológico crítico, a Prefeitura de Ituiutaba, em parceria com o Ministério da Saúde, deu início a uma nova ofensiva tecnológica contra o mosquito Aedes aegypti. A estratégia combina o uso de “estações disseminadoras”, que transformam o próprio inseto em um agente de combate.
O lançamento do serviço e a capacitação das equipes de zoonoses marcam uma mudança de paradigma no controle vetorial do município. “Estamos utilizando o próprio mosquito para eliminar seus criadouros”, disse o secretário de Saúde, Conrado Pereira.
De acordo com o consultor técnico da Coordenação de Arboviroses do Ministério da Saúde, Pedro Araújo, o pilar central da nova fase é a Estação Disseminadora de Larvicida (EDL).
“O dispositivo funciona de forma estratégica: a fêmea do mosquito é atraída para a estação e, ao pousar na região central, tem o corpo impregnado com partículas de larvicida”, explicou.
Diferente das armadilhas convencionais que apenas capturam o inseto, a EDL permite que a fêmea saia viva para depositar ovos em outros recipientes. Ao fazer isso, ela transporta o larvicida para locais de difícil acesso às equipes de limpeza, “contaminando” a água e impedindo que as larvas cheguem à fase adulta.
Apesar do aporte tecnológico, o Levantamento de Índice Rápido (LIRAa) aponta um dado persistente: mais de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências. A eficácia das novas ferramentas depende, portanto, da colaboração da população.
“Precisamos nos unir e cada um fazer a sua parte. Em apenas 10 minutos por semana, o cidadão confere seu quintal e ajuda a salvar vidas”, reforça o secretário.
Enquanto as novas tecnologias são instaladas nos bairros, as ações tradicionais de limpeza e tratamento focal (eliminação direta de larvas) seguem ocorrendo simultaneamente em toda a cidade.

