
O bolso do motorista mineiro está no centro de uma queda de braço nacional. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, solicitou formalmente que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue a escalada nos preços dos combustíveis em cinco estados, com destaque para Minas Gerais.
A investigação quer entender por que o preço nas bombas subiu se a Petrobras não anunciou reajustes oficiais em suas refinarias nas últimas semanas. A suspeita recai sobre as grandes distribuidoras, que estariam elevando os valores de venda para os postos sem uma justificativa clara de custo.
Lideranças do setor em Minas Gerais afirmam que os postos são “reféns” das distribuidoras. Segundo o sindicato da categoria, as companhias estão restringindo as vendas e aumentando os preços de repasse, o que obriga o revendedor a repassar o custo para o consumidor final para não trabalhar no prejuízo.
Em São Paulo e no Distrito Federal, o cenário é semelhante: os donos de postos alegam que o aumento é uma resposta à valorização do petróleo no mercado internacional e às tensões no Oriente Médio, mas o governo federal suspeita de prática de cartel ou abuso de poder econômico.
Além do preço alto, o setor em Minas Gerais emitiu um sinal de alerta sobre a logística. A restrição de pedidos por parte das distribuidoras pode gerar falta de produtos em algumas regiões do estado nos próximos dias, caso a situação não seja normalizada.
A WebTV Triângulo continuará acompanhando o desdobramento desta investigação e os reflexos nos postos de Uberlândia, Uberaba e cidades vizinhas.
